Sonhos em série

arquitetura e pré-fabricação nas margens do capitalismo

Silke Kapp e Roberto dos Santos (eds.)

Ver sumário

Projeto gráfico e diagramação: José Camilo Carlos Júnior, Silke Kapp
Capa: Fábrica de Equipamentos Comunitários - FAEC (dirigida por Lelé), José Camilo Carlos Júnior
Preparação: José Camilo Carlos Júnior, Silke Kapp
Revisão: Alexandre Bomfim


N-1 edições
Editores-chefes: Peter Pál Pelbart, Ricardo Muniz Fernandes
Coordenação editorial: Gabriel de Godoy
Assistência editorial: Inês Mendonça


ISBN: 978–65–6119–069–5
193p | 14,5cm x 22,5cm x 2,5cm | 300g
Belo Horizonte
2025

 

 

 

Sobre o livro

Sonhos em série: arquitetura e pré-fabricação nas margens do capitalismo é uma coleção de ensaios que investiga a pré-fabricação desde o pós-Segunda Guerra Mundial, período em que essa abordagem ganhou imensa visibilidade. Naquela época, o discurso da pré-fabricação prometia resolver o problema habitacional "em todos os mundos": nos países centrais, no bloco soviético e nos países subdesenvolvidos.
O livro originou-se de uma feliz coincidência. Jonathan Charley e Clécio Magalhães haviam se juntado ao Grupo de Pesquisa MOM — um como professor visitante; o outro como pós-doutorando — , ao mesmo tempo em que Sergio Ekerman e José Baravelli estavam envolvidos no projeto Translating Ferro/ Transforming Knowledges, também em parceria com o MOM. Esse encontro, que uniu as diversas perspectivas sobre o tema, desdobrou-se primeiro no seminário Pré-fabricação: da genealogia à economia política e, em seguida, na publicação deste livro.
Essa retomada foi motivada pela constatação de similitudes entre o entusiasmo com a pré-fabricação no pós-guerra e o entusiasmo atual em torno da revolução nos métodos de projeto e construção (CAD, BIM e outros acrônimos). Novamente, a tecnologia é propagandeada como uma suposta solução para as contradições socioespaciais em toda parte. Nesse sentido, as hipóteses levantadas pelas discussões sobre a pré-fabricação despertam um interesse mais amplo, conectando-se a questões que atravessam o nosso presente.
"As novas tecnologias podem ajudar na produção e na coordenação de um talcontexto produtivo, mas elas não são imprescindíveis nem farão milagres. Da pré-fabricação em taipa às miniusinas de Lelé, várias das iniciativas discutidas aqui contêm outras inspirações e pistas valiosas. Cabe ler os capítulos seguintes com essa possibilidade em mente e, ao mesmo tempo, com o discernimento crítico que a retrospectiva favorece." (Silke Kapp e Roberto dos Santos, p.23)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desenho de Lelé para o esquema de
funcionamento da miniusina de argamassa
armada nos canteiros do PMCV no bairro de
Pernambués, Salvador, ca. 2010.


Acervo do Instituto Brasileiro de
Tecnologia do Habitat.

 

Sobre os editores

Silke e Roberto (Ró) são arquitetos, professores do Departamento de Projetos da Escola de Arquitetura da UFMG e fundadores do Grupo de Pesquisa MOM, cuja coordenação colegiada compartilham com Ana Baltazar, Margarete Araújo e Tiago Castelo Branco.
Silke é mestre e doutora em Filosofia (UFMG), com foco em teorias críticas, práticas experimentais e Estudos de Produção. Pelo selo MOM, publicou Teoria Crítica de Arquitetura e Canteiros da Utopia. Dedicou-se à difusão da obra de Sérgio Ferro e realizou a tradução de H2O e as águas do esquecimento, de Ivan Illich, também publicada pelo selo MOM em 2025.
Ró é mestre em Arquitetura e Urbanismo e doutor em Educação (UFMG). Suas pesquisas abordam as histórias da construção da cidade, focando em processos de trabalho, tecnologias, economia de obras públicas e manejo das águas urbanas. Ele coordena o projeto de extensão Águas na Cidade, que busca ampliar e difundir os conhecimentos relacionados à dinâmica das águas no interior das bacias hidrográficas urbanizadas; e a pesquisa Autogestão e outros sinais de autonomia, sobre experiências habitacionais autogestionárias em Belo Horizonte (1996-2012), que resultou na exposição e na coleção Autogestão de Moradias.